Trump volta atrás e permite que empresas voltem a vender para a Huawei

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que vai aliviar as restrições e permitir que empresas do país voltem a fazer negócios com a Huawei. A declaração foi feita durante entrevista coletiva no G20 - o encontro das maiores economias mundiais, que acontece em Osaka, no Japão. Em troca do relaxamento no tom de enfrentamento, Trump disse que a China concordou em fazer grandes compras de produtos agrícolas norte-americanos.

Nova rodada de entendimentos

O anúncio da suspensão das restrições por parte do governo norte-americano veio depois que Trump e o líder chinês, Xi Jinping, jantaram na noite de sexta-feira e voltaram a se encontrar nesse sábado. Foi o primeiro encontro entre os dois desde novembro, período marcado pela escalada de tensões comerciais entre os dois países. Agora, as duas nações devem retomar possíveis entendimentos.

Alívio para a Huawei

Para o mundo da tecnologia, a principal notícia é mesmo o relaxamento das restrições impostas à Huawei. Há tempos a empresa é acusada pelo governo de Donald Trump de funcionar como um tipo de braço de espionagem do governo chinês. Principal fornecedora de infraestrutura da tecnologia 5G e segunda maior fabricante de smartphones do planeta, as restrições impostas à empresa causaram temores e disrupções em várias cadeias do mundo digital. Seguindo a orientação norte-americana, vários países, como a Austrália, por exemplo, baniram a Huawei de seus mercados. Outros, como o Reino Unido, o fizeram parcialmente: permitindo que a empresa participasse apenas marginalmente da implantação do 5G em seus territórios. 

Para o público consumidor, a maior repercussão envolvendo as sanções era a possibilidade de a Huawei se ver impedida de usar o sistema operacional Android do Google - o que faria com que seus milhões de smartphones ficassem potencialmente de fora do maior ecossistema da telefonia móvel. A Huawei havia chegado a anunciar, inclusive, a criação e implementação de seu próprio sistema operacional (que seria uma variante do Android - que, por sua vez, é baseado num sistema de código aberto). Nesta sexta-feira, dia 28 de junho, a Huawei já havia publicado um comunicado afirmando que seus consumidores continuariam a ter o suporte do Android, inclusive com atualizações para versões futuras. Agora, depois do anúncio de Donald Trump, os obstáculos para isso foram removidos, pelo menos temporariamente - já que China e Estados Unidos ainda precisam chegar a um acordo comercial mais sólido e de mais longo prazo. Uma das dúvidas que restam é saber se a Huawei poderá voltar a fazer planos de fornecer infraestrutura 5G para operadoras norte-americanas - um dos pontos centrais no embate entre a Casa Branca e a fabricante chinesa. 

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