Pela primeira vez, cientistas capturam o brilho dos anéis de Urano

Anéis foram descobertos em 1977, e são tão tênues que não podem ser vistos da Terra a olho nu; primeira imagem direta foi feita pela Voyager 2, em 1986

Uma equipe de pesquisadores liderada por Edward Molter, estudante de graduação da Universidade da Califórnia em Berkeley, conseguiu pela primeira vez capturar o “brilho” dos anéis de Urano em uma imagem térmica.

Ao contrário dos famosos anéis de Saturno, que são compostos por objetos que vão de grãos de poeira a pedaços de gelo do tamanho de uma casa, os anéis de Urano, descobertos em 1977, são compostos em sua maioria por partículas minúsculas de poeira. A primeira foto do sistema de anéis, 13 no total, foi feita pela espaçonave Voyager 2 quando passou pelo planeta em 1986.

Os pesquisadores usaram dois telescópios no Chile, o ALMA (Atacama Large Millimeter Array) e o VLT (Very Large Telescope). Fotografar os anéis não era o objetivo dos pesquisadores: “Eu só estava querendo capturar a melhor imagem possível do planeta quando vi os anéis. Foi incrível”, disse Molter.

Reprodução

Os anéis se destacam na imagem porque são “mais quentes” do que o planeta. Mas “quente” é um termo relativo: a temperatura estimada é de -195 graus centígrados (ou 77 Kelvin). A superficie do planeta em si tem temperatura estimada em -201 graus centígrados.

A imagem pode ajudar os cientistas a entender melhor a composição de um dos anéis em específico, conhecido como Epsilon. Ao contrário dos outros, ele é composto apenas por objetos muito maiores, do tamanho de uma bola de golfe. Ainda não se sabe o motivo para esta diferença.

O telescópio espacial James Webb, que será lançado pela NASA em 2021, deve nos fornecer uma visão mais detalhada de Urano e seus anéis.

Fonte: Business Insider

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