Piratas virtuais terão que resumir obras da literatura

Acusados de crimes virtuais, hackers lerão obras escolhidas pelo juiz do RN

HACKER

O juiz Mário Jambo, da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, concedeu habeas corpus a três piratas virtuais presos durante a Operação Colossus, contra crimes virtuais, realizada no ano passado. A liberdade provisória, no entanto, determina que eles leiam obras clássicas e façam um resumo de no mínimo dez laudas para cada livro. O habeas corpus foi concedido na sexta-feira, dia 18, e divulgado pela Justiça Federal ontem, 22 de abril.

As primeiras obras escolhidas pelo juiz foram "A hora e a vez de Augusto Matraga", conto de Guimarães Rosa (1908-1967), e "Vidas Secas", de Graciliano Ramos (1892-1953).

Ao conceder a liberdade provisória aos três jovens, o juiz listou 12 condições, como não freqüentar casas de prostituição, lan houses e salas de bate-papo virtual. Jambo, que há três anos atua como juiz federal, disse que a Justiça precisa sair da "mesmice".

Os acusados Paulo Henrique da Cunha Vieira, 22, Ruan Tales Silva de Oliveira, 23, e Raul Bezerra de Arruda Júnior, 30, foram liberados no dia 17, após nove meses presos. A operação, deflagrada em agosto de 2007, investiga uma suposta quadrilha que roubava senhas bancárias pela internet. Foram cumpridos 29 mandados de prisão no Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Paraíba.

Segundo Jefferson Witame Gomes Júnior, advogado de Oliveira, seu cliente ainda não se matriculou na faculdade, mas já comprou os livros. "A decisão [judicial] foi uma forma de integrá-los à sociedade e uma redenção, porque já não há educação no Brasil. Uma decisão dessas favorece jovens a utilizar a inteligência para fins positivos."

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