Testamos o celular de R$ 1.000 da Multilaser; veja

A fama da Multilaser nunca foi das melhores quando o assunto é smartphone. A marca brasileira tem vários modelos lançados, mas nenhum pode dizer que foi alvo de elogios. Seus aparelhos são tradicionalmente básicos, com configurações simples e construção não muito refinada. Mas há um aparelho que foge um pouco da regra: o intermediário MS80, que a empresa trouxe ao mercado neste ano.

Quem bate o olho, até estranha um pouco. O modelo é da Multilaser e tem a construção simples, sim, mas nada de plástico barato dessa vez. O corpo tem a traseira toda metálica, enquanto a tela IPS LCD de 5 polegadas e resolução 1.440 por 720 cobre boa parte da frente. A entrada de fone de ouvido fica em cima, e a porta micro-USB está embaixo, junto da saída de som. Atrás, estão uma lente e o leitor de impressões digitais, em uma posição boa para uns, mas ruim para quem não quer tirar o celular da mesa para desbloquear.

Por dentro, o aparelho une aspectos de um intermediário com os de um aparelho básico. A memória RAM é de 3 GB, e a marca ainda tem uma versão com 4. Já o armazenamento varia entre 32 e 64 GB, ambas boas opções. Mas o processador, ainda que seja de oito núcleos, é um Snapdragon 435 de 1,4 gigahertz que não aguenta aplicações mais pesadas.

Essa limitação de hardware fica bem evidente na hora de fotografar. O aparelho tem, sim, sensores de boa resolução. A lente traseira faz fotos de 16 megapixels, enquanto na frente você encontra duas delas: uma normal de 20 e outra grande angular de 8 megapixels. O aplicativo da câmera é cheio de recursos, fazendo de fotos panorâmicas até retratos com o fundo desfocado. O problema é que o chip não dá conta de processar todas as informações capturadas. Não raro o celular precisa parar para pensar depois de tirar uma foto com HDR, por exemplo. Não espere muita agilidade também na hora de capturar várias imagens seguidas.

Um pouco de lentidão também é sentido na hora de abrir aplicativos mais pesados e, principalmente, alternar entre eles. O MS80 roda a Netflix e o YouTube, mas não sem leves engasgos. Um ponto positivo é que a Multilaser modificou muito pouco o Android 7.1 usado no aparelho. Há apenas um recurso para liberar memória, outro para economizar bateria e alguns apps próprios pré-instalados. A utilidade deles, porém, é bastante questionável. Para ficar só em dois, o aplicativo de atualização não tem muita utilidade, enquanto a loja de apps Multi Store não traz nada de diferente da Google Play. A curadoria, inclusive, não é das melhores, e alguns jogos bem duvidosos aparecem em destaque.

De qualquer forma, ainda que o MS80 esteja longe de ser um top de linha, o modelo não deixa de ser um intermediário competente, justamente a proposta da Multilaser. O problema é que, por 1.000 reais, que é o preço sugerido da versão do aparelho com 3 GB de RAM, é possível alguns modelos de marcas bem mais consolidadas, o pode ofuscar esse bom avanço dado pela Multilaser.

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