No Brasil, TVs ultrapassam tablets como meio de acesso à internet

Brasileiros já acessam a internet mais pela TV do que por tablets, segundo a pesquisa "Características gerais dos domicílios e dos moradores 2017" (pdf) divulgada hoje pelo IBGE. No total, 10,6% das residências brasileiras têm uma TV conectada à rede, contra 10,5% das que possuem um tablet com a mesma capacidade.

Em 2016, o acesso à internet por meio de tablets estava presente em 12,1% dos domicílios, e o acesso por TVs em 7,7%. Um dos fatores que contribuem para essa mudança são as contínuas quedas nas vendas de tablets no país. Esse mercado está em queda no Brasil desde ao menos março de 2017, tanto por conta da popularização de celulares com telas relativamente grandes quanto pelo aumento da ofertas de notebooks "2 em 1", que também funcionam como tablets.

Outro fator que contribui para isso é o fato de que as smartTVs estão se tornando mais populares graças a serviços de streaming como a Netflix. De fato, de acordo com a própria Netflix, 70% dos usuários que acessam sua plataforma o fazem por meio de uma TV conectada à internet; o acesso por meio de tablets, por sua vez, representa apenas 5% do tráfego do site.

Outras mudanças

A porcentagem de domicílios brasileiros com acesso à internet cresceu de 66,3% em 2016 para 70,5% em 2017 - atualmente, já há 49,2 milhões de casas conectadas à rede no Brasil. O maior responsável por esse aumento é o celular, já que 69% dos domicílios brasileiros têm ao menos um celular com acesso à internet - em 2016, a porcentagem era de 60,3%.

Celulares, aliás, estão presentes em 92,7% dos domicílios no Brasil - número quase tão grande quanto o de televisores (96,8%). Por outro lado, a porcentagem de casas que possuem ao menos um computador caiu de 46,2% em 2016 para 44% em 2017, e a porcentagem de casas com acesso à internet por meio de computadores caiu de 40,1% para 38,8%. O número de lares com tlefones fixos também caiu, de34,5% em 2016 para 32,1% em 2017.

Maria Lucia Vieira, a gerente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), disse em entrevista ao Estado de São Paulo que os dados referentes a celulares podem estar abaixo do real. Isso porque algumas pessoas não percebem que o uso do celular para enviar e-mails e acessar redes sociais configure acesso à internet. "A maioria das pessoas que usam a internet no celular é para o uso de mensagens", disse.

Por esse motivo, a partir de 2019, a pesquisa incluirá perguntas mais específicas sobre o tipo de uso da internet no celular - já que, hoje, pergunta-se apenas se a família usa o celular para acessar a internet ou não. Maria Lúcia considera que a tendência é que em todos os 64,656 domicílios onde há celular, ele seja usado para acessar a internet.

 

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