Apple registra queda de 15% na venda de iPhones

Ainda que a receita dos iPhones tenha caído, a receita total de todos os outros produtos e serviços da Apple cresceu 19%", afirmou a companhia.

A Apple anunciou nesta terça-feira (29/1) o balanço do 1º trimestre fiscal de 2019 (referente ao período encerrado em dezembro): segundo comunicado da empresa, houve uma queda de 15% nas receitas de sua linha de iPhones, em comparação ao mesmo período do ano anterior. A parte preocupante da história é que os três meses analisados incluem as compras de final de ano, como o Natal, onde, normalmente, as vendas tendem a crescer. 

Ainda que a receita dos iPhones tenha caído, a receita total de todos os outros produtos e serviços da Apple cresceu 19%", afirmou a companhia. Analistas estimaram receita de US$ 83,97 bilhões e lucro de US$ 4,17 por ação.

"Embora tenha sido decepcionante perder nossa orientação de receita, nós gerenciamos a Apple para o longo prazo, e os resultados deste trimestre demonstram que a força subjacente de nossos negócios é profunda e ampla", disse Tim Cook no mesmo comunicado. A Apple agora tem uma base de instalação ativa de 1,4 bilhão de dispositivos, o que, segundo o CEO da empresa, "é um grande testemunho da satisfação e lealdade de nossos clientes, e está impulsionando nossos negócios de serviços para novos recordes graças ao nosso grande e rápido ecossistema”.

Ainda segundo o anúncio da empresa, as receitas subiram 17% em relação ao trimestre do ano anterior; a de Mac subiu 9% e o trio e Wearables / Home / Acessórios aumentaram 33%.

Queda nas receitas dos iPhones já estava prevista

A Apple abriu o ano anunciando que reduziu as expectativas de vendas para o primeiro trimestre fiscal de 2019 devido a uma demanda abaixo do esperado pelos novos iPhones.

O comunicado deixava claro que a empresa esperava apresentar números que estão bastante abaixo dos projetados inicialmente. A expectativa da Apple é que as receitas ficariam US$ 9 bilhões abaixo do que foi previsto ao final do trimestre anterior.

Na carta assinada por Tim Cook na época, a empresa explicou que os maiores problemas acontecem na China, onde a procura pelos novos iPhones sofreu um baque mais intenso. No entanto, a Apple explica que outros mercados desenvolvidos também viram uma redução de demanda, o que mostra que não é um movimento isolado do mercado chinês.

Já no comunicado de hoje, Cook afirmou também que "enquanto a Grande China e outros mercados emergentes foram responsáveis ​​pela grande maioria do declínio na receita do iPhone em comparação ao ano anterior, em alguns mercados desenvolvidos, os upgrades do iPhone também não foram tão fortes quanto pensávamos”.

Vendas de unitárias dos iPhones não são mais divulgadas

A Apple não divulga mais vendas unitárias para iPhone, iPad e Mac quando anuncia seus trimestrais. A empresa anunciou essa mudança em novembro último. Para analistas, essa medida fez com que soou  como um sinal de que o smartphone da marca começara a sofrer queda nas vendas.

As unidades vendidas foram usadas durante anos como um indicador para o crescimento da Apple - mesmo que as vendas do iPhone tenham ficado inalteradas durante vários anos. Mas as receitas do iPhone (e o preço médio de venda) nos trimestres anteriores aumentaram com o lançamento de iPhones premium, cujos preços variavam de US $ 1.000 ou mais. Além disso, os lucros de hoje refletem o primeiro trimestre completo de vendas para todos os três iPhones lançados em setembro de 2018: o iPhone XS, XS Max e XR. A Apple tem sido mais agressiva em relação à propaganda de descontos para seus celulares nas últimas semanas, e Cook mencionou novos planos de pagamento para ajudar a aumentar as atualizações.

Serviços da Apple apresentam crescimento

A Apple continua a apontar sua divisão de serviços como uma das histórias de sucesso da empresa. Esse segmento, que inclui iCloud, App Store, Apple Music, Apple Pay, conteúdo digital do iTunes, AppleCare, entre outros, registrou um crescimento de US$ 10,9 bilhões em receitas neste último trimestre O próximo serviço, de vídeo por assinatura, também será levado em conta nos serviços da empresa.

"As receitas fora do nossa divisão de iPhones cresceram quase 19% ano a ano, incluindo recorde de receita com as divisões de Services, Wearables e Mac", escreveu Cook. "Nossos negócios não relacionados ao iPhone têm menos exposição a mercados emergentes, e a grande maioria da receita de nossos serviços está relacionada ao tamanho da base instalada, e não às vendas do período atual".

A Apple diz que está no caminho certo para dobrar o tamanho de seu negócio de serviços em 2020, em comparação a 2016. No ano passado, um analista do Morgan Stanley previu que a divisão poderia gerar mais de US$ 100 bilhões em receita até 2023.

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