Amazon tem lucro recorde pelo terceiro trimestre consecutivo

Boa parte dele veio de computação em nuvem e publicidade digital, que são negócios com margens mais altas do que a tradicional venda no varejo

Pela terceira vez consecutiva, a Amazon informa aumento recorde nos lucros. Desta vez, a empresa soube capitalizar sobre as vendas de fim de ano, especialmente em seus negócios relacionados a computação em nuvem e publicidade digital — que apresentam margens mais altas que o varejo.

A empresa divulgou hoje que seus lucros no quarto trimestre de 2018 chegaram a US$ 3,03 bilhões (o que representa US$ 6,04 por ação), mais de 60% de aumento em relação ao US$ 1,86 bilhão (US$ 3,75 por ação) informado no ano anterior. Já a receita cresceu 20% e atingiu os US$ 72,38 bilhões.

Os principais responsáveis pela façanha são as atividades nas áreas de computação em nuvem e de publicidade digital, que, com suas margens mais generosas, ajudam a equilibrar os ganhos mais modestos do tradicional empreendimento de varejo da organização.

Já para o trimestre atual, o primeiro de 2019, as previsões da companhia apontam para números entre US$ 56 bilhões e US$ 60 bilhões, bem como lucros de US$ 2,3 bilhões a US$ 3,3 bilhões. Para efeito de comparação, no primeiro trimestre de 2018, o lucro da empresa foi de US$ 1,9 bilhão.

É interessante observar que o inesperado aumento nas vendas vem em um momento em que a Amazon tem apostado bastante nos vendedores independentes que atuam em seu marketplace. Segundo dados da companhia, hoje 52% das vendas ocorre por meio desses parceiros.

Os serviços oferecidos aos vendedores cresceram 27% e atingiram os US$ 13,38 bilhões — o que, sem dúvida, reforça as receitas da gigante do varejo on-line. Paralelamente, a empresa luta para eliminar os golpistas que tentam atrapalhar a experiência do consumidor em seus domínios.

As atividades de computação em nuvem da companhia tiveram vendas 45% superiores e atingiram os US$ 7,43 bilhões. Como a Amazon é pioneira nessa categoria, leva vantagem sobre os principais concorrentes, como a Microsoft e o Google, que chegaram à cena bem depois. Além disso, para se manter competitiva, a companhia fez alguns ajustes nos preços de seus produtos.

No mercado de publicidade digital, a empresa também se sobressai, já que os clientes anunciam mais em seu site do que nos do Google e do Facebook. Isso porque a Amazon tem uma vantagem importante: ela consegue mostrar a efetividade dos anúncios a partir da compra dos produtos em seu e-commerce. Na categoria “Outros”, que é constituída basicamente desses serviços de propaganda, o lucrou cresceu 95% e chegou a US$ 3,39 bilhões.

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