Espiões chineses são suspeitos de roubar dados da rede de hotéis Marriott

Uma reportagem do jornal The New York Times, publicada nesta semana, indica que espiões da China estariam por trás de um recente vazamento de dados da rede de hotéis Marriott, nos Estados Unidos, que permitiu o roubo de informações de 500 milhões de pessoas.

Fontes com acesso aos resultados preliminares da investigação sobre o vazamento, e que não quiseram ser identificadas, disseram ao NYT que os hackers que roubaram os dados trabalhavam para o Ministério da Segurança de Estado da China.

Ainda de acordo com o jornal, a Justiça dos EUA deve indiciar hackers chineses que trabalhavam para os departamentos de inteligência e para os militares da China em breve. Oficialmente, porém, a investigação corre sob sigilo.

Segundo a rede de hotéis Marriott, o vazamento atingiu especificamente o público que utilizou os serviços dos hotéis da franquia Starwood, que se juntaram à rede Marriott em 2016. Segundo a investigação interna, houve um acesso não-autorizado ao banco de dados que continham os dados dos hóspedes de hotéis como Sheraton, W Hotels, St. Regis, Westin e vários outros.

A empresa diz que foi possível detectar acessos indevidos ao banco de dados acontecendo desde 2014. Como resultado do ataque, 327 milhões de registros vazaram contendo "alguma combinação" de dados como endereço, número telefônico, endereço de e-mail, número de passaporte, data de nascimento, gênero, informações de chegada e partida, datas de reservas e da conta SPG (Starwood Preferred Guest).

Investigadores particulares contratados para apurar o caso descobriram indícios de ferramentas de hackers, técnicas e procedimentos que também foram utilizados em outros ataques cibernéticos ligados a invasores chineses. Uma porta-voz da rede Marriott disse que "não possui informação sobre a causa do incidente".

Guerra fria

O possível envolvimento de chineses na invasão aos sistemas de hotéis dos EUA é mais um ingrediente na conturbada relação entre os norte-americanos e o país asiático. Os dois estão numa guerra comercial, impondo tarifas uns aos outros, pelo menos desde 2017, e mais recentemente a briga tem vazado para outros setores.

Os EUA acusam a China de espionagem cibernética, e por isso baniram marcas chinesas de tecnologia em seu território, como a Huawei e a ZTE. Na semana passada, a vice-presidente da Huawei foi presa no Canadá a pedido do governo dos EUA, que a acusa de fraude em negócios com o Irã.

A China protestou a prisão e há relatos na imprensa de que cidadãos canadenses foram presos no país asiático como represália à prisão de Meng Wanzhou. O estado chinês nega que esteja espionando o Ocidente através da Huawei, e a empresa nega que esteja vazando informações ao governo da China.

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